19.04.08
eterno estado de alerta
ETERNO ESTADO DE EMERGÊNCIA - TB
A tuberculose continua a infectar milhares de pessoas. Já nos manifestamos neste espaço, mas, a situação persiste e é agravada pela evolução do mal.
Estima-se que mais de trinta por cento da população mundial – cerca de dois bilhões de pessoas - esteja infectada com o Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch). A doença ainda representa uma ameaça para saúde pública.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta: nos próximos dez anos, 30 milhões de pessoas morrerão em conseqüência da tuberculose. A Sociedade Brasileira de Tisiologia (SBTP), diz que no Brasil 45 milhões de pessoas foram infectados pelo bacilo de Koch (agente causador da tuberculose humana), sendo que, em 1998, foram notificados 86 mil casos da doença com pelo menos 6 mil óbitos. A tuberculose apavora a humanidade desde a Antigüidade, mas, só passou a ser causa de preocupação mundial no início do século XX, com perigo da doença se alastrar e se tornar uma questão de calamidade mundial. Apesar de todos os avanços da medicina, a tuberculose continua como uma das mais graves enfermidades atuais. O bacilo da tuberculose é um agente infeccioso que acompanha o ser humano até a morte e está sempre prestes a atacar uma pessoa a qualquer momento. A tuberculose é doença infecto-contagiosa, transmitida apenas de pessoa para pessoa, no contato direto, na tosse ou no espirro.
Atualmente já são conhecidos diversos medicamentos efetivos contra a doença, transmitida principalmente por perdigotos, pequenas gotículas que as pessoas doentes expelem ao falar, espirrar ou tossir em ambientes poucos arejados.
Cada caso de tuberculose não diagnosticado gera cerca de 20 casos de tuberculose, infecção ou doença no período de um ano. Cada paciente que abandona o tratamento possibilita a geração de novos casos e a transformação de um bacilo sensível em um bacilo multirresistente às drogas prescritas em sua fase inicial. Pacientes que abandonam o tratamento também podem se transformar em pacientes sem possibilidades terapêuticas, condenados à pena de morte, silenciosamente imposta pelo bacilo.
Após um longo período de diminuição de casos de tuberculose, a doença volta a causar forte impacto para o sistema de saúde devido, principalmente, a epidemia da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) no mundo e as condições de vida precárias nos países mais pobres. O abandono de tratamento é responsável pelo aparecimento de cepas mais resistentes aos medicamentos deixando o paciente mais vulnerável à doença.
Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 2005, o Brasil, entre 22 países, é o 15o com 80% do total de casos. Os aspectos socioeconômicos são os fatores de maior índice no país, e o principal deles é a pobreza. A condição de vida é grande responsável à medida que muitos vivem de maneira precária em aglomerados urbanos e com pouco acesso ao sistema de saúde, sendo a região Sudeste a de maior incidência (46%) de casos. São Paulo e Rio de Janeiro apresentam as maiores taxas da doença. A doença foi colocada como prioridade do Ministério da Saúde com o Programa Nacional de Controle da Tuberculose.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis e ocorre principalmente nos pulmões, mas pode atingir outras partes do corpo como rins, ossos, meninges, intestino e gânglios.
Acesso de tosse durante mais de 15 dias, febre, suor noturno, falta de apetite, adinamia (debilidade, prostração), perda de peso e dor no tórax são os principais sintomas.
A transmissão é somente por via aérea com a eliminação de bacilos em gotículas expelidas na tosse ou no espirro. Apenas o paciente com tuberculose pulmonar e baculífera (elimina bacilos no ar) transmite. Um doente, se não tratado, pode infectar de 10 a 20 pessoas por ano.
Prevenção:
*A vacina BCG aplicada no primeiro mês de vida evita formas mais graves da tuberculose, como a miliar e nas meninges, no recém-nascido.
*Realizar exame de escarro com a menor suspeita da doença.
*O doente precisa ser medicado rapidamente para impedir o avanço da doença e prevenir a transmissão para outras pessoas. O tratamento deve ser feito, rigorosamente, durante seis meses.
Em cada caso que aparece tem ainda atrás dele, possivelmente, muitos outros que ainda podem chegar. Esse é o grande risco de hoje. A tuberculose está aí, de volta e forte.
Tenhamos atenção.