01.12.08
A TRAGÉDIA CATARINENSE
É estonteante o volume de água que desabou sobre o estado catarinense. Muitas vezes maior que qualquer previsão, pois foram mais de oito vezes o volume que seria normal. É muita água, é muita desgraça.
A terra, que necessita da água para sua fertilidade, encharcou-se, apresentando rachaduras pelas quais a água não aparecia, sinal de que estava se entranhando terra adentro. Muitos teimaram em permanecer e morreram ou ficaram ao desabrigo; outros quiseram fugir e conseguiram, mas outros não tiveram a mesma sorte.
Ficamos todos nós estarrecidos pela virulência das tormentas. A água, maior força da natureza, foi impiedosa para com os barrigas-verdes.
De todos os cantos desta terra brasilis surgiram suprimentos e agasalhos oriundos dos mais longínquos rincões. A Solidariedade deste povo ordeiro - com raríssimas exceções, como o homo politicus brasiliensis – se fez, mais uma vez, sentir. As instituições de salvamento, públicas, militares, civis e voluntárias vão recebendo as remessas de donativos e as armazenam.
Mas, espera aí, armazenam? Não é para distribuir entre os flagelados?