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A banalização do crime está nos deixando assustados, pois os mais bárbaros estão acontecendo e vemos a cada momento a forma como estão sendo encarados pela sociedade.
Os acontecimentos fluem ao nosso redor e nos fazem preocupados e, até mesmo, temerosos. Violência, degradação moral, falta de cultura, de educação, de religião e outras coisas mais, nos assustam, pois a qualquer momento poderemos ser atingidos por eles.
Passar por tiroteios, achar normal a cobrança de pedágios, não se alterar com o encontro de mortos pela rua – os presuntos – agredir uma empregada doméstica ou incendiar um mendigo que dorme, tudo isso à guisa de diversão, é algo muito acima de nosso entendimento.
Isso aí descrito corresponde a delitos cometidos em estranhos por estranhos. Agora, não sei se virou moda, o que se vê são monstruosidades que ocorrem dentro de casa ou com os de casa. São bebês atirados dentro de lagoas ou rios, estupros violentos, assassinatos de intensa crueldade e até crianças atiradas de janelas altas.
A piorar, a cobertura dada a esses marginais - sim, marginais, pois mesmo sendo jovens de classe média não passam disso – por uma imprensa ávida de sensacionalismo. Será que nesta terra não temos assuntos de maior importância que esses brutais casos policiais? A situação do País está tão tranqüila que nada temos para discutir ou analisar? Será que a apropriação indébita de dinheiro público, a rodo, e à qual o senhor Presidente da República faz vista grossa e nada sabe é coisa normal, que pode ser ultrapassada por esses delitos? A situação do extremo norte, à beira de uma internacionalização, campo de treinamento de guerrilheiros e verdadeira terra sem lei não tem espaço para nossas preocupações?
Na maioria dos casos envolvendo elementos com posses, nos mostram que eles têm advogados renomados para defendê-los, agem com descontração e respondem de forma agressiva a qualquer advertência ou mesmo a simples comentários. E têm motivo para assim reagir. Defendem-se em suas atitudes com respostas de nos deixar boquiabertos. Não reconhecem seus delitos e os justificam.
A cultura mundana de que tudo posso, pois tenho o suficiente para cobrir qualquer despesa; sou melhor e mais forte, pois sou auto-suficiente e vai por aí, fazem com que esses elementos façam o que fazem.
Há a necessidade de se repensar a forma como a educação familiar vem sendo conduzida em muitos lares na atualidade. A se ressaltar a responsabilidade de pais/responsáveis na busca de estímulo de valores positivos nas crianças e jovens. A disciplina doméstica deve ser efetiva e esta só pode ocorrer se houver harmonia dentro do lar.
Ora, dentro do lar como se poderá agir para melhorar a convivência da família?
Há resposta para isso sim. As atitudes a ser tomadas passam pela exigência de comparecimento dos pais às escolas para tomarem conhecimento de como seu filho está, não só nos estudos como também na forma de agir socialmente. Impor essa obrigatoriedade sob pena de punições jurídicas. Se não há na lei esta situação, coloquemo-la. É a partir daí que nasce a disciplina, pois a escola não é apenas o local de aquisição de cultura, mas também de educação e convívio social.
Há também a desestruturação e degradação moral. Os jovens, hoje em dia, se mostram muitos mais sensíveis ao poder sedutor das drogas ilícitas que antes.
Ocupem-se-lhes os espaços de tempo ociosos. E a escola é o primeiro lugar para fazer isso.
Mas esses jovens são, na maioria, de famílias sem estrutura moral. Os pais, ou bebem ou são drogaditos ou sem emprego ou tudo junto; ou quando as mães usam de ocupações não condizentes.
A esses faltou o que se propõe agora.
Há que se dar um primeiro passo. Ou o fazemos agora ou não faremos nunca.
criado por TIAMURU
12:30:06