11.10.08
COMO SERÁ O AMANHÃ?
A bela letra de uma escola de samba do carnaval carioca faz o mesmo questionamento que aqui repito. “Como será o amanhã/responda quem souber/o que irá me acontecer/o meu destino será como Deus quiser”. O nosso destino é determinado por aquilo que fizermos com nossas vidas e, se assim agirmos, Deus, com certeza, irá querer.
Vimos no artigo de algumas semanas atrás, uma pequena e ilustrativa estória de autoria do ilustre queluzense Malba Tahan, que garimpei em meus arquivos, em que o nosso personagem, Enedim, o alfaiate, tinha um sonho de evolução e grandeza e para isso se instruiu a mais não poder. Decifrou os caracteres de um livro, estudou matemática e religião e acabou por se tornar um homem culto e sábio, conquistando as graças e as benesses do rei. Realizou seus sonhos estudando.
O Vale do Paraíba é um imenso polo industrial, principalmente São José dos Campos, onde muitas indústrias estão instaladas e onde existem centenas, talvez milhares de vagas de trabalho abertas e de difícil preenchimento. Muitas dessas vagas estão em aberto há anos. Falta de mão-de-obra especializada.
Por que será que isso ocorre? Vemos diariamente muitos jovens a fluir pela nossa frente com aquela alegria e descontração próprias da idade a ir e a voltar da escola seja pela manhã, á tarde ou à noite. Todos estudantes do ensino fundamental e médio. É espetáculo que agrada aos nossos olhos esse de ver as pessoas de nosso futuro em busca de aprendizado.
Tudo isso vemos na rua. Lá dentro dos estabelecimentos a coisa é muito diferenciada. Parentes, amigos e apenas conhecidos, professores todos, nos dão a conhecer o que se passa dentro das salas de aula. A bagunça e o desrespeito predominam e esses mesmos jovens são personagens de agressões verbais das mais incríveis. Respondem de forma agressiva aos questionamentos. “Qual é dona, não deu esta noite?”. . . E por aí vai.
Tivemos recentemente um provão do ENEM, provas feitas para avaliação do aproveitamento de ensino, e, para nosso desespero pincei para vocês algumas pérolas que alí surgiram. Vamos a elas:
• “O Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino.”
• “O número de famigerados do MST almenta a cada ano seletivo”.
• “Os anaufabetos nunca tiveram chance de voltar outra vez para a escola”.
• “Vasilhas de luz refratória podem ser levadas ao forno sem queimar”.
• “O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal capixaba”.
• “Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos”.
• “Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres.”
• “Me pré-ocupa o avanço regressivo da violência urbana”.
• “A prinssipal função da raiz é se enterrar no chão”.
• “Os Estados Unidos tem mais de 100 000 km de estradas de ferro asfaltadas”.
Embora isso possa parecer roteiro de programa humorístico é, na realidade, a realidade de nosso momento. A lista de barbaridades é imensa.
Muito nos assusta a qualidade não do ensino, mas da educação e orientação que nossos jovens vem tendo dentro e fora de casa.
Daí cabe realmente a pergunta: COMO SERÁ O AMANHÃ?