25.07.08
ONDE TUDO COMEÇOU - 2
Senhor de Roma, Constantino promulgou, de acordo com Licinio, o edito de Milão (313), que estabeleceu a liberdade religiosa e fez restituir aos cristãos os bens que lhes tinham sido confiscados. Esse ato, tão político quão religioso, logo após as perseguições de Diocleciano, foi acolhido pelos cristãos com um entusiasmo sem limites. A conversão de Constantino aconteceu por volta do ano de 323. Evitando hostilizar ou perseguir os pagãos, afirmou a vitória do cristianismo pelos atos mais significativos; em 321, tornou obrigatório o descanso dominical, e em 323 convocou o grande concilio de Nicéia. Roma, muito distanciada das fronteiras, continuava a ser o foco do paganismo. O imperador resolveu criar uma nova capital. Sob o nome de Constantinopla, a antiga Bizâncio, situada às margens do Bósforo, enriqueceu-se com os despojos da Grécia e da Ásia e transformou-se na sede de um governo absoluto. Organizou-se, então, uma nova nobreza, uma sábia hierarquia de funcionários, cujo chefe, obviamente, era o imperador, passou a dirigir todos os negócios; uma etiqueta rigorosa começou a ser observada na corte. Os pretorianos foram substituídos por uma guarda severamente disciplinada e o senado ficou com a importância de um alto tribunal de justiça e o consulado passou a ser uma honra sem encargos.
Constantino observou a coragem e a determinação dos mártires cristãos nas perseguições promovidas por Diocleciano, em 303. Os cristãos eram minoria na população do Império e se concentravam nos grandes centros urbanos, principalmente em território inimigo. Fazer do Cristianismo a Religião Oficial do Império foi uma jogada de mestre, do ponto de vista estratégico. Ao tomar os cristãos sob sua proteção dividiu o campo adversário.
Em 313, com o grande avanço da "Religião do Carpinteiro", o Imperador Constantino Magno enfrentava problemas com o povo romano e necessitava de uma nova Religião para controlar as massas. Aproveitando-se da grande difusão do Cristianismo, apoderou-se dessa Religião e modificou-a, conforme seus interesses.
Embora seu código penal fosse por vezes de extrema severidade, Constantino fez reviver muitas leis de caráter humanitário. Para diminuir a influência do paganismo, proibiu a consulta aos oráculos, os sacrifícios domésticos e tentou suprimir os combates dos gladiadores. Sua maior glória, porém, obscureceu-se com crueldades que demonstram que sua adesão à nova doutrina, a do Cristo, não foi mais do que um jogo político. Converteu-se sim, mas não abriu mão de sua condição de sumo sacerdote do culto pagão ao “Sol Invictus”. Seus conhecimentos da doutrina cristã eram rudimentares e visavam, a principio, o fortalecimento de seu governo.
Organizou o Concilio de Nicéia – atual Iznik, na Turquia - no ano de 325. Foi o primeiro Concilio Ecumênico da Igreja.
No ano 323, o Imperador Constantino professou conversão ao Cristianismo. As ordens imperiais foram espalhadas por todo o império. As perseguições deveriam cessar! Nesta época, a Igreja começou a receber grandes honrarias e poderes mundanos. Ao invés de ser separada do mundo, ela passou a ser parte ativa do sistema político que governava. Daí em diante, as misturas do paganismo com o Cristianismo foram crescendo, principalmente em Roma, dando origem ao Catolicismo Romano. O Concílio de Nicéia, na Ásia Menor, presidido por Constantino era composto pelos Bispos que eram nomeados pelo Imperador e por outros que eram nomeados por Líderes Religiosos das diversas comunidades. Tal Concílio consagrou oficialmente a designação "Católica" aplicada à Igreja organizada por Constantino: "Creio na igreja una, santa, católica e apostólica". Poderíamos até mesmo dizer que Constantino foi seu primeiro Papa. Como se vê claramente, a Igreja Católica não foi fundada por Pedro e está longe de ser a Igreja primitiva dos Apóstolos.
Dois anos depois, em 325, é fundada, oficialmente, a Igreja Católica.
Portanto, a versão de que a igreja católica teria mais de 2.000 anos, servindo assim de mais um reforço para que autoridades católicas espalhassem aos quatro ventos que essa igreja teria sido fundada por Cristo, cai definitivamente por terra.
Em 325, já como soberano único, Constantino convocou mais de 300 bispos ao Concilio de Nicéia. Visava ele dotar a Igreja de uma unidade doutrinária padrão, pois as divisões existentes dentro da nascente religião ameaçavam sua autoridade e domínio. Fazia-se necessário dar nova estrutura aos seus poderes.