06.07.08
OVELHO E A JABUTICABEIRA
O VELHO E A JABUTICABEIRA
“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas, valeu a intenção da semente”.
(Henfil)
O velho estava cuidando de uma planta com todo o carinho. O jovem aproximou-se dele e perguntou:
-Que planta é esta que o senhor está cuidando?
-Ah! É uma jabuticabeira – respondeu o velho.
-E ela demora quanto tempo para dar frutos?
-Pelo menos quinze anos – informou o velho.
-E o senhor espera viver tanto tempo assim? - indagou irônico o rapaz.
-Não, não creio que viva mais tanto tempo, pois já estou no fim da minha jornada – disse o ancião.
-Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?
-Nenhuma, exceto o fato de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você.
“Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais trabalhamos e oramos, mas sim que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo, segundo os desígnios de Deus”
Em nosso caminhar devemos nos ater às obrigações que nos cabem sem a preocupação de dar satisfações a quem quer que seja. Estas serão dadas se solicitadas. Quando realizamos aquilo que temos a obrigação de fazer em nosso íntimo nos sentiremos leves e descontraídos.
Posso lhes dizer, porém, que nada é mais satisfatório do que concretizar os nossos velhos sonhos. E eu os tinha muito presos a mim e pensava que nunca iria realizá-los. De uma brincadeira, ou repto, comecei a colocar no conhecimento público tudo aquilo que me vinha do íntimo. Comecei escrevendo pequenas crônicas que falavam de minha admiração pela cidade que me acolhera. Observei ao redator a minha preocupação com o fato de ter que ter assunto todas as semanas. Como resposta ouvi: “Isso nunca lhe faltará, a vida é por demais dinâmica”.
(do livro Aprendizados)