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Dar a conhecer à comunidade os textos de minha autoria, alguns publilcados em coluna semanal em jornal aqui da terra - Cruzieor/SP - ou partes de alguns de meus livros.

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Terra Blog

Arquivo de: Julho 2008

30.07.08

A SERPENTE E O VAGALUME

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças o vagalume parou e disse à cobra:
_Posso te fazer três perguntas?
_Não costumo abrir esses precedentes para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...
_Pertenço a tua cadeia alimentar?
_Não.
_Eu te fiz algum mal?
_Não.
_Então, por que tu queres acabar comigo?
_Porque não suporto te ver brilhando...
“Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar”.


29.07.08

A VERDADEIRA BELEZA

O dia fora ardente, com o sol fustigando e maltratando, de tão forte. A noite, embora quente, apresentava uma brisa que fazia com que o calor fosse amenizado. As pessoas procuravam ficar fora de casa, conversando na calçada, caminhando pela orla marítima ou simplesmente ficando fora de ambiente fechado, porque aí não dava para agüentar. O calor chegara para valer e este dia fora uma boa amostra.
As sorveterias e lanchonetes fervilhavam, pois grande era a procura por refrigerantes e sorvetes. Na grande choperia, com suas mais de cem mesas, lotada, as conversações giravam em torno daquele calor insuportável. Na casa repleta estavam, em geral, os jovens que gostam de curtir a night, os casais de namorados e, naquela noite, com a companhia de outras pessoas, eventuais, que estavam fazendo a alegria dos proprietários. Em uma das mesas três amigos, Antonio, José e João, jogavam conversa fora com seus assuntos prediletos, tais quais, o futebol, as garotas e, em menor grau de importância, a política local. Em qualquer desses assuntos eram raciocínios diferentes e isso os fazia mais amigos.
Era grande o borburinho reinante, coisa óbvia, num ambiente como aquele. Confidências eram impossíveis naquele barulho. Só mesmo o trivial. O que importava era passar as horas quentes da maneira mais fresca e agradável possível. Eis que, de repente, fez-se um silêncio absoluto, incompreensível. Mais de quatrocentas pessoas, como que previamente combinado, se calaram. Pela entrada principal aparece, então, o motivo daquela atitude coletiva. Duas jovens adentram o ambiente, como que a procura de algo ou de alguém, dirigem-se ao garçom, pasmo, falam-lhe alguma coisa e se retiram. Uma das jovens, bonita, era simplesmente uma jovem bonita, mas, a outra era de uma postura estupenda, de uma beleza estonteante. Da cabeça aos pés era a figura da mulher perfeita, tal e qual se possa imaginar na grandeza de grandes pintores e escultores. De uma beleza muito superior a Vênus de Millo, mito da beleza feminina mas, não tinha braços. Sorrira e seu sorriso mostrara dentes alvos, alinhados e perfeitos. Não andava, deslizava. Não sorria, luzia. Aquela beleza jamais vista fizera calar a todos, homens e mulheres, jovens e velhos que, maravilhados deixara a todos boquiabertos. Ao sair demonstrou a todos, com o bambolear de seu corpo perfeito, com a luz emanada de seus cabelos dourados e seu perfume, a verdadeira beleza feminina. Como surgira se fora, como num passe de mágica, deixando os atônitos admiradores bobos.
Alguns segundos se passaram após a saída daquela Déia suprema para que as pessoas se dessem conta da volta à realidade. Retorno da barulheira, com todos falando ao mesmo tempo, tornando, novamente, impossível a conversa ao pé do ouvido. E agora o assunto era o mesmo em qualquer mesa que se achegasse. Uns diziam que nunca haviam visto mulher tão atraente, outros tão linda, outros, ainda, se achavam basbaques e achavam que haviam tido uma miragem. A reação coletiva fora, realmente, muito grande. Na mesa dos três amigos o assunto também era o mesmo que das outras mesas, ou seja, aquela monumental figura que a todos encantara. Na volta do torpor, Antonio, foi o primeiro a se manifestar:
-Cara! O que foi isso que passou por aqui?
-Não sei. Acho que sonhei acordado - diz José.
-Não exagerem - afirma João.
-Acorda Geléia - que é como o chamavam - parece que você é o único que ainda não desceu das nuvens. A garota já se foi - alerta Antonio.
-Vocês parecem que nunca viram mulher - diz João.
-Qualé, vais me dizer que já estais acostumado a ver coisas lindas como a que vimos hoje? - explode Antonio.
-Não, não estou acostumado não, só que acho que vocês exageram em suas observações - filosofa João.
-Por que, não achas que a garota que esteve entre nós, simples mortais, não é linda? - quis saber Antonio.
-Não - fala categórico João.
-NÃÃÃOOO? - falam os dois amigos, quase que aos gritos, acompanhado de um coro de mais de duzentas vozes.
-Não - fala calmamente João - ela não abriu a boca, não se manifestou, não se expôs, como posso avaliar sua beleza?
................................................
Temos, realmente, o hábito de fazer julgamentos com o que vemos à primeira vista. Deixamo-nos iludir pela embalagem sem averiguar o verdadeiro valor do conteúdo. Aquela moça, no ver de João, embora concordasse com os elogios à sua beleza, embora merecesse o que dela se falava, não mostrou sua verdadeira beleza, se é que a tinha. Um frasco de cristal, entalhado e de lindos contornos, pode perfeitamente guardar em seu bojo o mais amargo fel ou o pior dos venenos. Aquela bela figura pode ser que tenha uma personalidade difícil e pode, também, não ter caráter nenhum. Talvez seja apenas aparência. Se abrisse a boca, falasse e expusesse pontos de vistas, dos mais variados assuntos, talvez se pudesse avaliá-la melhor. Nos ensinos evangélicos, vemos em Mateus, XV: 1-20, quando Jesus fala aos fariseus sobre as mãos não lavadas:...”não é o que entra pela boca que faz imundo o homem, mas o que sai de sua boca, pois vem o que está cheio o coração.” Assim, o filósofo da mesa, o João, está certo em suas observações. Não devemos nos deixar levar pelas belas aparências, pois, elas podem ser falsas.

28.07.08

A PIMENTA

Naquela casa sempre houvera harmonia, união e amizade entre todos. Viviam alegremente a comemorar qualquer coisa. O prazer real era a reunião da família, e se possível, dos amigos. Agora a desculpa era o dia das mães, que se aproximava. A família reunida discutia, então, sobre o que se havia de fazer. Um almoço, sim, seria um almoço. Entraram em acordo, então, sobre qual seria a comida. Feijoada à moda da casa. Estava decidido. A contagem do número de pessoas que participariam era essencial para a compra dos ingredientes. A lista não é pequena, pois há que se pensar em todos os detalhes, desde o sal até a cachacinha para a caipirinha, que não pode faltar nessas ocasiões. O número de pessoas decidido, decididas as compras necessárias.
Toninho, o chefe do clã, de posse da extensa lista, partiu para as compras. Produtos havia que seriam encontrados no supermercado do bairro, outros na feira ou ainda em casas especializadas. Faria tudo com calma para que não se esquecesse de nenhum artigo ou detalhe.
Maria, esposa de Toninho, e Rosinha, a filha mais velha, ficaram então no encargo da cozinha e da confecção da – na classificação própria – melhor feijoada que se tem conhecimento. A modéstia passa ao longo, mas dizem ser verdade.
A azáfama se estabeleceu e não havia ninguém que não tivesse uma atividade e que não estivesse se movimentando. Maria escolhia os feijões, reclamava do excesso de caroços inaproveitáveis, separava a sujeira e recolhia os grãos à panela. Toninho cortava as carnes, selecionava a lingüiça e os torresmos para o tira gosto. Clarinha, a caçula, cuidava das crianças, que com o alvoroço dos adultos se alvoroçavam também. Rosinha cortava a couve em tiras, as mais finas possíveis, assim como cuidava das especiarias típicas do prato. “Quem vai fazer o molho a vinagrete?”, perguntou Maria. Toninho se prontificou e pôs as mãos à obra. Paciente como sempre fora começou a picar os tomates, a cebola e a salsa e, em instantes, estava pronto o molho. Foi então que se lembrou de que faltava a pimenta. “Acabou”, disse Maria. Imediatamente Toninho saiu para o supermercado para comprar o tempero. Lá chegando se deparou com uma pimenta a granel, tida como forte e muito saborosa, e a comprou, em vez da em vidro.
O molho de pimenta teria de ser servido à parte, pois nem todos gostam de pimenta. Rosinha então proclama: “Não como pimenta. Passarinho que come pedra sabe a cloaca que tem”. Toninho, com a calma que lhe é peculiar começa a picar a pimenta em pedaços mínimos. “Pô, grita Maria, esse negócio é mesmo muito forte, pois o cheiro dominou a cozinha toda, superando até o cheiro da feijoada que já se faz sentir”, “De fato, observava Toninho. Acho até que o sabor deve ser primoroso”.
Conversa vai, conversa vem, o trabalho ia sendo realizado nos moldes propostos, ou seja, todos juntos e alegres. Maria e Rosinha, entretanto, tinham uma preocupação, que era a de que Toninho ficasse esperto quanto ao manuseio da pimenta, pois com o aroma tão forte, deveria ser também muito gostosa e ardida, deveria ele também ter cuidado para não se distrair e passar as mãos na boca ou nos olhos.
Já se aproximava das treze horas, hora de se saborear tão bem preparado prato, quando começam a chegar amigos e demais parentes também convidados. Marcos, o filho, começou a servir a caipirinha e colocou à mesa os torresmos sequinhos e crocantes à guisa de aperitivo. A conversação era então dispersiva e alegre, com as mais variadas piadas a descontrair a todos, quando se ouviu angustiado grito:
_AAAAAAAAAAAIII!!!
_Que grito foi esse?
_Não sei, veio lá de dentro.
_Cadê o Toninho, quis saber Maria.
_Foi ao banheiro, respondeu Marcos.
_A PIMENTA.






26.07.08

A HISTÓRIA DE JERRY

Jerry era um tipo de pessoa que você iria adorar. Ele sempre estava de alto astral e sempre tinha algo positivo para dizer. Quando alguém perguntava a ele: “Como vai você?”, ele respondia: “Melhor que isso, só dois isso!”.
Ele era o único gerente de uma cadeia de restaurantes, porque todos os garçons seguiam seu exemplo. A razão de todos os garçons seguirem Jerry era por causa de suas atitudes. Ele era naturalmente motivador. Se algum empregado estivesse tendo um mau dia, Jerry prontamente estava lá, contando ao empregado como olhar pelo lado positivo da situação. Observando seu estilo, realmente me deixava curioso, então um dia eu perguntei para Jerry: “Eu não acredito! Você não pode ser uma pessoa positiva o tempo todo... Como consegue?”
E ele respondeu:
-Toda manha eu acordo e digo a mim mesmo: “Jerry, você tem duas escolhas hoje: escolher estar de alto astral ou escolher estar de baixo astral!... Então eu escolho estar de alto astral! A todo o momento acontece alguma coisa desagradável, eu posso escolher ser vítima da situação ou posso aprender algo com isso. Eu escolho aprender algo com isso! Todo momento alguém vem reclamar da vida comigo, eu posso escolher aceitar a reclamação, ou posso escolher apontar o lado positivo da vida para a pessoa. Eu escolho apontar o lado positivo da vida”
Então eu perguntei: “Ta certo! Mas não é tão fácil assim!”
-“É fácil sim” Jerry disse... “A vida consiste em escolhas. Quando você tira todos os detalhes e enxuga a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas irão afetar no seu astral! Você escolhe estar feliz ou triste, calmo ou nervoso... Em suma: É escolha sua como você vive sua vida!”
Eu refleti no que Jerry disse. Algum tempo depois eu deixei o restaurante para abrir meu próprio negócio. Nós perdemos o contato, mas frequentemente eu pensava nele quando eu tomava a decisão de viver ao invés de ficar reagindo às coisas. Alguns anos mais tarde, eu ouvi dizer que Jerry havia feito algo que nunca se deve fazer quando se trata de restaurantes: ele deixou a porta dos fundos aberta e, consequentemente, foi rendido por três assaltantes armados.
Enquanto ele tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo de nervoso, errou a combinação do cofre. Os ladrões entraram em pânico, atiraram nele e fugiram.
Por sorte, Jerry foi encontrado relativamente rápido e foi levado às pressas ao pronto-socorro local. Depois de dezoito horas de cirurgia e algumas semanas de tratamento intensivo, Jerry foi liberado do hospital com alguns fragmentos de balas ainda em seu corpo. Eu encontrei com Jerry seis meses depois do acidente. Quando eu perguntei:
-“Como você está?” ele respondeu: “Melhor que isso, só dois isso!!! Quer ver minhas cicatrizes?”
Enquanto eu olhava as cicatrizes, eu perguntava o que se passou pela mente dele quando os ladrões invadiram o restaurante.
-“A primeira coisa que veio à minha cabeça foi que eu deveria ter trancado a porta dos fundos...” Ele respondeu: “Então, depois quando eu estava baleado no chão, eu lembrei que eu tinha duas escolhas: eu podia escolher viver ou podia escolher morrer. Eu escolhi viver”.
Eu perguntei: “Você não ficou com medo? Você não perdeu os sentidos?” Jerry respondeu:
-“Os paramédicos eram ótimos. Eles ficaram o tempo todo me dizendo que tudo is dar certo, que tudo is ficar bem. Mas quando eles me levaram de maca para a sala de emergência e eu vi as expressões no rosto dos médicos e enfermeiras, eu fiquei com medo. Nos seus olhos eu lia: “Ele é um homem morto!”. “Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa”.
-“O que você fez?” Perguntei;
-“Bem, havia uma enfermeira grande e forte me fazendo perguntas. Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa. “Sim”. Respondi. Os médicos e enfermeiras pararam imediatamente esperando minha resposta... eu respirei fundo e respondi: “Balas!” Enquanto eles riam eu disse: “Eu estou escolhendo viver. Me operem como se estivesse vivo, não morto”.
Jerry sobreviveu graças a experiência e habilidade dos médicos, mas também por causa de sua atitude espetacular. Eu aprendi com ele que todos os dias temos que escolher viver a vida em sua plenitude, viver por completo.

Atitude, portanto, é tudo.






25.07.08

ONDE TUDO COMEÇOU - 2

Senhor de Roma, Constantino promulgou, de acordo com Licinio, o edito de Milão (313), que estabeleceu a liberdade religiosa e fez restituir aos cristãos os bens que lhes tinham sido confiscados. Esse ato, tão político quão religioso, logo após as perseguições de Diocleciano, foi acolhido pelos cristãos com um entusiasmo sem limites. A conversão de Constantino aconteceu por volta do ano de 323. Evitando hostilizar ou perseguir os pagãos, afirmou a vitória do cristianismo pelos atos mais significativos; em 321, tornou obrigatório o descanso dominical, e em 323 convocou o grande concilio de Nicéia. Roma, muito distanciada das fronteiras, continuava a ser o foco do paganismo. O imperador resolveu criar uma nova capital. Sob o nome de Constantinopla, a antiga Bizâncio, situada às margens do Bósforo, enriqueceu-se com os despojos da Grécia e da Ásia e transformou-se na sede de um governo absoluto. Organizou-se, então, uma nova nobreza, uma sábia hierarquia de funcionários, cujo chefe, obviamente, era o imperador, passou a dirigir todos os negócios; uma etiqueta rigorosa começou a ser observada na corte. Os pretorianos foram substituídos por uma guarda severamente disciplinada e o senado ficou com a importância de um alto tribunal de justiça e o consulado passou a ser uma honra sem encargos.
Constantino observou a coragem e a determinação dos mártires cristãos nas perseguições promovidas por Diocleciano, em 303. Os cristãos eram minoria na população do Império e se concentravam nos grandes centros urbanos, principalmente em território inimigo. Fazer do Cristianismo a Religião Oficial do Império foi uma jogada de mestre, do ponto de vista estratégico. Ao tomar os cristãos sob sua proteção dividiu o campo adversário.
Em 313, com o grande avanço da "Religião do Carpinteiro", o Imperador Constantino Magno enfrentava problemas com o povo romano e necessitava de uma nova Religião para controlar as massas. Aproveitando-se da grande difusão do Cristianismo, apoderou-se dessa Religião e modificou-a, conforme seus interesses.
Embora seu código penal fosse por vezes de extrema severidade, Constantino fez reviver muitas leis de caráter humanitário. Para diminuir a influência do paganismo, proibiu a consulta aos oráculos, os sacrifícios domésticos e tentou suprimir os combates dos gladiadores. Sua maior glória, porém, obscureceu-se com crueldades que demonstram que sua adesão à nova doutrina, a do Cristo, não foi mais do que um jogo político. Converteu-se sim, mas não abriu mão de sua condição de sumo sacerdote do culto pagão ao “Sol Invictus”. Seus conhecimentos da doutrina cristã eram rudimentares e visavam, a principio, o fortalecimento de seu governo.
Organizou o Concilio de Nicéia – atual Iznik, na Turquia - no ano de 325. Foi o primeiro Concilio Ecumênico da Igreja.
No ano 323, o Imperador Constantino professou conversão ao Cristianismo. As ordens imperiais foram espalhadas por todo o império. As perseguições deveriam cessar! Nesta época, a Igreja começou a receber grandes honrarias e poderes mundanos. Ao invés de ser separada do mundo, ela passou a ser parte ativa do sistema político que governava. Daí em diante, as misturas do paganismo com o Cristianismo foram crescendo, principalmente em Roma, dando origem ao Catolicismo Romano. O Concílio de Nicéia, na Ásia Menor, presidido por Constantino era composto pelos Bispos que eram nomeados pelo Imperador e por outros que eram nomeados por Líderes Religiosos das diversas comunidades. Tal Concílio consagrou oficialmente a designação "Católica" aplicada à Igreja organizada por Constantino: "Creio na igreja una, santa, católica e apostólica". Poderíamos até mesmo dizer que Constantino foi seu primeiro Papa. Como se vê claramente, a Igreja Católica não foi fundada por Pedro e está longe de ser a Igreja primitiva dos Apóstolos.
Dois anos depois, em 325, é fundada, oficialmente, a Igreja Católica.
Portanto, a versão de que a igreja católica teria mais de 2.000 anos, servindo assim de mais um reforço para que autoridades católicas espalhassem aos quatro ventos que essa igreja teria sido fundada por Cristo, cai definitivamente por terra.
Em 325, já como soberano único, Constantino convocou mais de 300 bispos ao Concilio de Nicéia. Visava ele dotar a Igreja de uma unidade doutrinária padrão, pois as divisões existentes dentro da nascente religião ameaçavam sua autoridade e domínio. Fazia-se necessário dar nova estrutura aos seus poderes.