Metade de mim é feliz
tricolor é campeão
a outra metade me diz
Vasco na segunda divisão.

criado por TIAMURU
19:26:17Todos nós estamos o tempo todo no meio de incrível bombardeio. Não falamos de bombardeios irracionais e destrutivos, desses que habitam os cérebros doentios e espíritos malévolos de presidentes, ditadores e terroristas (é tudo igual), mas, pela luz e muitas outras partículas de alta energia, os raios cósmicos. Essas partículas colidem com o ar e criam mais partículas, e nós no meio da dança cósmica de criação de destruição. O tempo todo. Há, portanto, uma contínua mutação física, renovadora, tal como nosso organismo. Nosso pâncreas substitui a maior parte de suas células a cada 24 horas. Ou seja, acordamos com um pâncreas novo a cada dia, assim como uma nova mucosa gástrica. Nossa pele descama à razão de milhares de células por minuto e a maior parte do pó de nossas casas é só pele morta. As células mortas se vão e são imediatamente substituídas, em igual número, por outras que formam a nova pele. Assim também a vida se renova. As células são trocadas, mas o padrão de nossa organização permanece o mesmo e esta é uma das características mais importantes da vida: mudança estrutural contínua com estabilidade dos padrões do sistema. É a autotranscendência e a auto-organização, que não consiste apenas nos seres vivos se manterem e se renovarem constantemente. Significa que também tem uma tendência a se transcenderem, a se estenderem e a criarem novas formas. A dinâmica evolutiva básica da vida não é a adaptação e sim a criatividade, e esta é o elemento básico da evolução. Todo organismo vivo tem potencial para a criatividade, para surpreender a se transcender. A evolução é uma dança em progresso, uma conversa em progresso. “Não evoluimos no planeta, evoluimos com o planeta”.
Temos que pensar em processos que nos induzam a melhorias que abranjam nossos filhos e netos e de seus filhos e netos. Enquanto continuarmos a ver as coisas pela velha óptica patriarcal deixaremos de ver o mundo como ele realmente é. Nós precisamos de uma visão do mundo e de uma ciência mais abrangente para nos apoiar. A Teoria dos Sistemas, dos Sistemas Vivos, que nos é ensinada por Fritjof Capra, líder ecologista, austríaco ambientado nos EE.UU, em seu livro “O Ponto de Mutação”, de 1982, é fundamento para este trabalho. Capra nos diz, ainda, da interdependência desses seres vivos. Nos dá o exemplo da árvore, que não sobrevive sozinha. Para tirar água do solo ela precisa dos fungos que crescem na raiz. O fungo precisa da raiz e esta do fungo. Se um morrer, o outro também morre. Há milhões de relações como esta no mundo, cada uma envolvendo uma interdependência.
O psiquiatra Howard C. Cutler, co-autor da obra “A Arte da Felicidade – Um manual para a Vida”, junto com Sua Santidade o Dalai Lama, e que fazia parte da assistência em uma conferência, diz que sempre se considerou uma pessoa independente, segura de si e que na realidade se orgulhava de possuir essa qualidade e que em segredo tinha a tendência a considerar pessoas excessivamente dependentes com uma espécie de desprezo – um sinal de fraqueza, e afirma: “Em dado momento, me descobri distraído, puxando um fio solto da manga da minha camisa. Prestando a atenção por um instante, ouvi quando ele (o Dalai) mencionou o grande número de pessoas envolvidas na confecção de todos os nossos bens materiais. Enquanto ele falava, comecei a pensar em quantas pessoas estariam envolvidas na feitura de minha camisa. Comecei imaginando o lavrador que plantou o algodão. Depois, o vendedor que vendeu ao lavrador o trator para arar a terra. Em seguida, por sinal, as centenas ou milhares de pessoas envolvidas na fabricação do trator, entre elas, incluídas as que extraíram o minério para fabricar o metal de cada peça do trator. E todos os projetistas do trator. E então, naturalmente, pensei nas pessoas que processaram o algodão, que teceram o pano e que cortaram, tingiram e costuraram esse tecido. Os ajudantes de carga e motoristas que fizeram a entrega à loja e o vendedor que me vendeu a camisa. Ocorreu-me que praticamente todos os aspectos da minha vida resultaram de esforços dos outros. A preciosa confiança que eu tinha em mim mesmo era uma total ilusão, uma fantasia. Fui então dominado por uma profunda noção da interdependência e da interligação de todos os seres.“
A Teoria dos Sistemas reconhece esta teia de relações como a essência de todas as coisas vivas. A dependência comum a todos nós é um fato científico, é uma teia de relações: é a própria teia da vida. A Teoria dos Sistemas dá o perfil de uma resposta àquela eterna questão: o que é a vida?
A essência da vida é a auto-organização. Um sistema vivo, embora dependa do ambiente, não é determinado por ele. Um sistema vivo se mantem e se transcende sozinho.
Existem dois grandes princípios em todo ser vivo: o masculino, que é dominador, agressivo, e o feminino, que é nutriente, gentil. Esses dois princípios eram, a princípio, equilibrados, mas, o homem criou ferramentas e armas físicas e intelectuais e desequilibrou tudo completamente. Foram dadas ferramentas mecanicistas e belicistas a pessoas com sede de poder e dominação.

criado por TIAMURU
08:09:19
criado por TIAMURU
07:04:19
criado por TIAMURU
19:14:26
criado por TIAMURU
16:11:24