19.04.08
18 de abril
18 DE ABRIL
Esta é uma data de muitos significados. Seja em nível nacional ou particular.
Quando o motivo é particular me refiro aos quarenta e cinco anos de união conjugal entre eu e dona Dori. Puxa, parece que foi ontem. Naquele primórdio de 1963 iniciávamos a formação de uma família feliz, muito feliz. Hoje, passados todos esses anos, somos vinte e dois membros coesos e que se amam.
Passamos, como todos passam, por épocas caracterizadas como “baixo astral”, mas, sobrepujadas com a união e o amor que deve reger todas as vidas. Eu, em particular, vivi extremo de desalinhos e quedas e nem por isso tive afastados de mim o carinho e o companheirismo da esposa, da cunhada e, principalmente, dos filhos.
Sou um iluminado. Com todos os meus tropeços e maus exemplos passados, felizmente nenhum deles absorvidos pelos meus descendentes, caminhei sempre em frente e me vi presenteado pelos melhores sentimentos.
Em reconhecimento a tantas asperezas e superações, fiz, no prefácio de meu livro “Aprendizados”, um poema, que não é minha especialidade, em que relato essas minhas lutas. Com o titulo “Meu caminho”, assim me expresso:
MEU CAMINHO
Meu caminho
o faço ao caminhar,
tropeços, pedras,
peçonhas, angústias,
espinhos, flores,
perfumes.
Meu caminho
o faço andando,
pisando ramos,
tiriricas,
carrapichos,
carrapatos,
pancadas,
arranhões,
feridas abertas,
Infectadas
pelas andanças
insanas.
Escalei pedreiras,
desabei montanhas,
vibrei alegrias,
chorei pitangas,
caí, feri-me,
chafurdei,
afundei.
Andei em zigue-zague
bêbado das dores e
inconseqüente.
Caminhos dúbios e
sinuosos
mostravam-me
o que de bom havia.
Alegrias doidivanas,
mensagens de agonia.
As maçãs proibidas,
desejadas, perseguidas,
as descobri amargas,
tal e qual
elixir de fel.
Buscas sem fim
para encontrar o nada.
Giramundo,
a girar, a girar.
Cego,
sem ver que tinha
estrelas e luzes ao redor.
Surdo,
não querendo ouvir
o trovejar do desespero.
Mudo,
num mundo próprio e
de orgulho e insanidade.
Trôpego,
pelos pés feridos
da marcha perdida.
Meu caminho
feito de caminhadas
árduas, de sacrifício,
de buscas e
achamentos,
abriu-me trilhas
calçadas e belas,
e que agora,
no fim,
sob forte luz e
ardente calor,
traz-me o ensino
principal de Jesus,
do conceito de Amor,
em APRENDIZADOS
de carinho, paz
e de venturas.
Ah!. Sim, é verdade. Falava eu de acontecimentos de nível mais amplo, ou seja, nacional. Referia-me a Monteiro Lobato, o grande escritor brasileiro, autor de mais de cinqüenta livros e, conforme aventa a revista Isto É, de 5/3 último, seria ele o Nostradamus brasileiro. Todas as suas previsões se concretizaram. Falarei sobre isso oportunamente.